terça-feira, 30 de março de 2010

Carcinoma Pancreático.

O câncer no pâncreas aparece devido algumas alterações genéticas herdadas ou adquiridas, ligada a alguma fator que estimula os genes associados ao câncer, provavelmente se origina de lesões precursoras (NIPans), desenvolvendo-se por uma acumulação progressiva de mutações características de oncogenes o K-RAS e genes supressores tumorais p16, p53, e SMAD4. Esses genes sofrem alterações moleculares e dão origem a célula tumorais.
Quando o câncer aparece no pâncreas tem duas categorias, os cânceres que se desenvolve na cabeça e os da cauda. Um câncer localizado na cabeça do órgão bloqueia os ductos biliares, geralmente os pacientes apresentam icterícia. A malignidade da localização do tumor freqüentemente produz dor na parte superior da região abdominal, ele estende-se através do espaço retroperitoneal, comprimindo nervos adjacentes e pode sofre metástase acometendo os órgãos vizinhos chegando até as partes mais distantes como os pulmões e ossos.
Os carcinomas pancreáticos permanecem silenciosos até extravasarem o órgão e avançar, a dor é normalmente o primeiro sintoma, às vezes é seguida de icterícia, pancreatite e perda de peso, mal-estar generalizado, fraqueza são sinais da doença avançada.

Fonte: Robbins, Patologia Básica 8ª Ed, Rio de Janeiro; Elsevier, 2008.
Steve Parker, O Livro do Corpo Humano, São Paulo; Ciranda Cultural 2007.

Postado por : Pedro Gustavo e Sabrina Ellen Biomedicina - 221.5

domingo, 28 de março de 2010

Tumor de Frantz

O tumor de Frantz é uma neoplasia sólido-cística do pâncreas que ocorre em mulheres jovens e que apresenta um bom prognóstico. Pouco mais de 300 casos foram relatados na literatura mundial1. O tumor apresenta etiopatogenia desconhecida2, baixo potencial de malignidade e bom prognóstico, mesmo quando os pacientes apresentam invasão local ou metástases. Manifesta-se clinicamente com massa abdominal de crescimento lento, com ou sem dor abdominal. O tratamento é cirúrgico com ressecção do tumor e/ou pancreatectomia. Recorrências locais e metástases podem ocorrer, podendo ser resgatadas com cirurgia e/ ou quimioterapia.


FONTE: Macedo TA, et al Tumor de Frantz: Relato de um Caso Revista Brasileira de Cancerologia 2004; 50(1): 33-35
Postado por : Patrícia/Ticila/Paulo

sábado, 20 de março de 2010

Adenocarcinoma de Pâncreas


O adenocarcinoma do pâncreas é um tumor canceroso que se origina nas células que revestem o ducto pancreático. Aproximadamente 95% dos tumores cancerosos do pâncreas são adenocarcinomas. Esses tumores afetam os homens quase duas vezes mais do que as mulheres e são discretamente mais comuns entre os indivíduos da raça negra que entre os da raça branca. O adenocarcinoma do pâncreas é duas a três vezes mais comum em tabagistas inveterados. Os indivíduos com pancreatite crônica apresentam um maior risco de apresentálo.
Existe uma variabilidade mundial de incidência de câncer de pâncreas. Os dados indicam 9 em cada 100.000 indivíduos nos Estados Unidos, enquanto que, no Brasil, os dados publicados pelo Ministério da Saúde, em 1991, registraram índices de 7.3 homens e de 4.6 mulheres em 100.000 indivíduos, no estado de São Paulo. A doença vem se tornando mais comum nos Estados Unidos com o aumento da expectativa de vida. Raramente, o adenocarcinoma do pâncreas ocorre antes dos cinqüenta anos de idade. A média de idade no momento do diagnóstico é de 55 anos. Pouco se sabe sobre a sua causa.
O adenocarcinoma do pâncreas comumente é assintomático até o tumor tornarse volumoso. Por essa razão, no momento do diagnóstico e em 80% dos casos, o tumor já produziu metástases extrapancreáticas, afetando linfonodos próximos, o fígado ou os pulmões.
Os sintomas iniciais característicos são a dor e a perda de peso. No momento do diagnóstico, 90% dos pacientes apresentam dor abdominal, a qual é geralmente de média intensidade e localizada na região abdominal superior com irradiação para as costas, e uma perda de peso de pelo menos 10% de seu peso ideal.
Cerca de 80% desses cânceres ocorrem na cabeça do pâncreas (a parte mais próxima do duodeno e de ducto biliar comum). Conseqüentemente, a icterícia causada pela obstrução do ducto biliar comum é um sintoma inicial característico. Nos indivíduos com icterícia, a cor amarelo afeta não somente a pele, mas também a esclera dos olhos e outros tecidos. A icterícia é acompanhada por prurido generalizado.
Os tumores do corpo e da cauda do pâncreas (a parte média e a mais distante do duodeno) podem obstruir a veia que drena o baço, resultando em um aumento de volume deste órgão e varizes (veias varicosas dilatadas, tortuosas e edemaciadas) em torno do estômago e do esôfago. No caso de ruptura de veias varicosas, pode ocorrer um sangramento grave, sobretudo quando elas forem esofágicas.
O diagnóstico precoce é difícil. Na suspeita de adenocarcinoma do pâncreas, os procedimentos diagnósticos mais comumente utilizados são a tomografia computadorizada (TC) e pancreatografia retrógrada endoscópica (técnica radiográfica que revela a estrutura do ducto pancreático). Para confirmação do diagnóstico, o médico realiza uma biópsia do pâncreas, coletando uma amostra que é submetida ao exame microscópico.
A amostra de tecido é obtida com a inserção de uma agulha através da pele, a qual é guiada pela tomografia computadorizada ou pela ultrasonografia. Também deve ser realizada uma biópsia do fígado, para verificar se ocorreu disseminação do câncer. Quando o médico tem uma forte suspeita da existência do adenocarcinoma do pâncreas e os resultados dos exames são normais, ele deve realizar a exploração cirúrgica desse órgão.
O prognóstico é muito ruim. Menos de 2% dos indivíduos com adenocarcinoma sobrevivem até cinco anos após o diagnóstico. A única esperança de cura é a cirurgia, a qual é realizada quando não existem metástases do câncer. O cirurgião pode realizar a remoção apenas do pâncreas ou deste órgão e do duodeno. Mesmo com a cirurgia, somente 10% dos indivíduos sobrevivem mais de cinco anos, independentemente do tratamento subseqüente.
A dor leve pode ser aliviada pela aspirina ou pelo acetaminofeno. A dor intensa na região abdominal superior pode ser aliviada com a flexão do tronco para frente, com abaixamento da cabeça e elevação dos joelhos ou através da administração de codeína oral ou de morfina. Para 70% a 80% dos pacientes com dor intensa, o bloqueio de nervos para eliminar a sensação da dor pode prover alívio. A falta de enzimas digestivas pancreáticas pode ser tratada com a administação de preparações orais de enzimas. Se o indivíduo apresentar diabetes, ele pode necessitar de tratamento com insulina.

Fonte: http://www.msd-brazil.com/msd43/m_manual/mm_sec9_104.htm
Postado por: Nara Juliana (Biomedicina 348-6)

Neoplasia papilar sólida cística


O tumor sólido cístico papilar do pâncreas é uma doença rara. Foi observado pela primeira vez em 1927, mais só foi descrito pela primeira vez em 1959.
Esses tumores têm sido designados por vários termos: neoplasia epitelial papilar, neoplasia cística papilar, neoplasia epitelial papilar e sólida, tumor acinar cístico e sólido, neoplasia sólida e papilar, carcinoma cístico papilar, tumor papilar cístico e sólido, carcinoma ou tumor pseudopapilar sólido. Em 1996, foram definitivamente denominados tumores sólido-pseudopapilares do pâncreas por consenso da Organização Mundial de Saúde. Contudo, o termo “tumor papilar sólido-cístico” descreve melhor sua aparência macroscópica – um tumor sólido com áreas císticas e hemorrágicas centrais. Histologicamente, um padrão variado de crescimento sólido, pseudopapilar e cístico é comum.
Os TSCPs são tumores pancreáticos malignos excepcionalmente raros. Representam aproximadamente apenas 5% dos tumores císticos do pâncreas e 1% a 2% dos tumores exócrinos pancreáticos. Contudo, nos últimos anos, estes tumores têm sido identificados com maior freqüência em virtude do maior conhecimento sobre sua existência, da maior disponibilidade de marcadores imunoistoquímicos e de estudos retrospectivos nos quais se encontraram casos não identificados previamente.

Referência: Costa,S. R. P. Tumor papilar sólido-cístico do pâncreas: aspectos clínico-radiológicos e resultados cirúrgicos em cinco pacientes operados.einstein. 2007; 5(2):161-165.

Postado por: Nara Juliana (Biomedicina 348-6)

Neoplasia Cística Mucinosa


A OMS definiu a neoplasia mucinosa intraductal do pâncreas como um tumor caracterizado pela dilatação do ducto pancreático principal e seus ramos secundários, que se encontram revestidos por um epitélio cilindrico, com ou sem formação de progessões papilares, que se associa a produção de mucina.

Esses tumores podem se localizar em qualquer parte do pâncreas, mais são mais frequentes na cabeça.

Dependendo das células que revestem o conducto essa neoplasia pode se dividir em dois tipos: gástrica (quando as células são cilindricas altas, com abundante mucina apical) ou pancreatobiliar (com papilas revestidas de células cubóides com núcleos redondos).

Foi descrita pela primeira vez em 1982 por Ohashi e Cols. Não existe um quadro característico e por isso o diagnóstico é feito com base em estudos imaginológicos do abdomen.

O tratamento em geral é cirúrgico. O prognóstico depende da natureza da lesão,sendo pior nos tumores invasivos,nestes casos a sobrevida é menor.


Referência:Butte,J. Et al. Neoplasia mucinosa intraductal del pancreas. Rev.Méd. Chile,Santiago. v. 136, n4, abril, 2008.

Postado por: Nara Juliana (Biomedicina 348-6)

Neoplasias Císticas do pâncreas


As lesões císticas do pâncreas compreendem os pseudocistos inflamatórios e as neoplasias císticas em 80% a 90% e 10% a 15% dos casos, respectivamente. As neoplasias císticas podem ser subdivididas em dois grupos de tumores: os císticos primários e os com degeneração cística secundária. No primeiro grupo estão as neoplasias epiteliais e incluem o cistadenoma seroso, o cistadenoma mucinoso, a neoplasia intraductal mucinosa papilífera, a neoplasia epitelial pseudopapilar sólida e as neoplasias mesenquimais (linfangiomas e teratomas). Os tumores com degeneração cística secundária incluem as neoplasias exócrinas pancreáticas sólidas (adenocarcinoma ductal) e as endócrinas (tumores das células das ilhotas). Outras lesões císticas do pâncreas incluem o cisto solitário, a policistose pancreática (síndrome de von Hippel-Lindau), a metástase cística e o cisto hidático.

As neoplasias císticas são lesões que, por definição, não se comunicam com o ducto pancreático principal e apresentam revestimento epitelial característico. Estas lesões constituem cerca de 1% de todas as neoplasias pancreáticas e incluem principalmente os cistadenomas mucinosos e os cistadenomas serosos, representando, respectivamente, 45% e 32% das lesões císticas do pâncreas. Embora não seja considerada uma lesão cística propriamente dita, por apresentar imagem semelhante à esta, a neoplasia intraductal mucinosa papilífera é estudada nesta categoria.

Referência:GUARALDI, Simone et al . O papel da ecoendoscopia no diagnóstico das neoplasias císticas primárias do pâncreas. Radiol Bras, São Paulo, v. 38, n. 6, Dec. 2005 .
Postado por: Nara Juliana (Biomedicina 348-6)

terça-feira, 16 de março de 2010

PANCREATITE CRÔNICA CALCIFICADA

É uma patologia que raramente acomete as crianças, no entanto mais frequente nos adultos. Geralmente, as lesões patológicas são similares, não apresentando relação com a etiologia aparente.
Com base nas pesquisas, é bom lembrar que a distribuição dessa patologia é descontínua, com alguns lóbulos pancreáticos mostrando destruição completa enquanto outros aparecem completamente normais.
Dentre as principais informações, podemos afirmar que as lesões ductulares são frequentemente graves, acompanhadas de atrofia epitelial, formação de cicatriz, estreitamento e cistos de retenção. Os ductos contém cilindros de proteínas que calcificam após anos de evolução.
Nos países subdesenvolvidos, principalmente naqueles de clima tropical, temos como a causa mais comum de pancreatite crônica e calcificada a SÍNDROME DE PANCREATITE TROPICAL JUVENIL.

FONTE:www.e-gastroped.com.br

EQUIPE:
MARIA ALCIENE
KADDYJA MARIA
SOCORRO ALINE
TALYTA RÚBIA